Livro: Maria do Sol
Autor: Alice Raposo
Editora: Fundação Quixote
Páginas: 127
Tema: Realidade
Sinopse: “Um crime, uma culpa, um fantasma...”
Todo livro tem sua história, algo que foi o propulsor para sua criação. Maria do Sol surgiu de uma madrugada que trouxe um sonho. Durante o dia se materializou em um conto. Dois anos após, voltei-me para ela e a concluí.
Pedrinho e Maria do Sol irão nos levar por um caminho sem volta. É claro! Pois todo percurso que se segue não há como retroceder em suas consequências. Por isso, agir sem pensar não é um meio a se seguir. Seremos morada das consequências de nossos atos.
Portanto, é tão importante analisar cada passo que será dado, não matematicamente como num jogo, pois a existência se tornaria fria e sem vida, mas com verdade, diálogo e sinceridade no agir.
Hoje trago pra vocês a resenha de Maria do Sol da autora parceira Alice Raposo.
A história acontece na fazenda de Dona Carlota, avó de Pedrinho, que completa 50 anos e decide dar uma festa para comemorar. Lá Pedrinho conhece Maria do Sol, uma menina cativante, sapeca e rapidamente viram amigos. Porém o menino tem dificuldade em se relacionar com outras pessoas devido à criação que recebeu dos pais e não aceita o fato de a menina ser amiga de outras pessoas na festa e comete uma imprudência na qual passa anos arrependido.
O livro tem uma leitura leve e envolvente. Prende a atenção do início ao fim. Eu o li em algumas horas e não desgrudei do mesmo até saber o final.
A história relata o que a maioria das famílias do século XXI, após a era digital vem fazendo com seus filhos e chama a atenção para nos desprender desse ciclo vicioso.
Maria do Sol é uma personagem cativante, meiga, divertida e muito animada. Pedrinho é mais retraído, mais fechado, mas também não perde o seu charme, fazendo com que ambos se combinem e se completem. Posso dizer que sofri um pouco e depois veio aquele alívio sabe? E sabe o que eu achei mais legal? O fato de que ao longo da história aparecem alguns desenhos (muito bem feitos por sinal!), como que ajudando a instigar ainda mais a imaginação. É um livro rápido, mas não sai do contexto em momento algum. A história segue o rumo natural dos acontecimentos, a autora não deixa nenhuma ponta solta, o que facilita bastante a compreensão da narração. Esta última é feita na terceira pessoa. Eu me diverti muito com a leitura, principalmente com o final. Dei boas risadas com algumas cenas e me comovi com outras. Valeu muito a pena a experiência.




