Livro: Era Uma Vez No Outono (As Quatro Estações do Amor #2)
Autora: Lisa Kleypas
Páginas: 288
Série: Sim
Editora: Arqueiro
Tema: Romance de Época.
Páginas: 288
Série: Sim
Editora: Arqueiro
Tema: Romance de Época.
Sinopse: A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa.
Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar.
Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?
Esse é o segundo livro da série As Quatro Estações do Amor e conta a história da Flor Seca obstinada e teimosa Lillian Bowman. Para ler a resenha do primeiro livro da série basta clicar aqui.
O ano é 1843, o lugar é Hampshire na mansão de Stony Cross Park onde o conde de Westcliff realizará uma confraternização com duração de um mês a todos os hóspedes e a família Bowman ficou surpresa ao ser convidada novamente devido ao mau comportamento de suas duas filhas na última vez.
As jovens irmãs, Lilian e Daisy Bowman são como patinhos em meio aos cisnes na aristocrática sociedade inglesa. Sendo as duas americanas, e filhas de um homem que apesar de não possuir título, fez grande fortuna no comércio americano e agora migrou para a Inglaterra, as jovens damas não tem muitas chances de conseguir um bom casamento em meio aos nobres, principalmente devido ao comportamento peculiar que elas demonstram. Lilian é a mais velha, sendo assim sua família tem mais pressa em casá-la, mas a garota é obstinada, teimosa, e não se comporta nenhum pouco como uma dama deveria, em algumas situações chega até mesmo a ser bastante escandalosa, e tem um sentimento de repulsa pelo Conde de Westcliff, justamente o dono do título mais antigo da Inglaterra, e o dono da residência para onde sua família foi convidada para passar o período de festas da temporada.
"Desde aquele momento atrás do zimbro Marcus não tinha conseguido pensar em mais nada além da própria quebra de decoro e, o que era ainda mais desconcertante, do prazer primitivo de beijar a irritante víbora."
Marcus, o Conde de Westcliff, foi criado com a rigidez que um cavalheiro inglês precisa, de acordo com o seu arrogante pai, ele precisa ser um homem responsável, comedido, sério e principalmente controlador, suas ordens jamais devem ser contestadas, e ele almeja pelo bem estar de sua família e também de seus hóspedes que chegam a Stony Cross Park para as festividades, já ciente da presença da inoportuna Lilian Bowman e sua família, ele prepara-se para a irritação que somente ela consegue lhe causar.
Lillian é impulsiva, faladeira e insiste em desobedecer todas as ordens do conde, mas o acaso de um encontro no jardim também vai fazê-lo perceber o quanto ela é linda, delicada e um desejo arrebatador surgirá entre eles, entre muitas brigas e desentendimentos uma tensão enorme vai crescer e mudar suas vidas para sempre.
Lilian e sua irmã precisam quem uma dama de alta relevância da sociedade faça o papel de madrinha, acompanhando-as e apresentando-as em seus círculos para que elas possam ter a chance de conseguir um bom casamento. As irmãs além de americanas e de não conhecerem muitos costumes de etiqueta, ainda tem o agravante de estarem em uma idade um pouco avançada para se casar de acordo com os padrões da época. Ela, sua irmã Daisy, Anabelle e Evangeline formaram um grupo onde se denominam "As Folhas Secas", damas que ainda não se casaram e já passaram da idade. Anabelle fisgou o coração de Simon Hunt, e agora Lilian é a próxima da lista que as amigas pretendem ajudar, mas ela também não contribui muito, querendo fazer atividades que mulheres não deveriam participar, como jogar rounders por exemplo. Seu orgulho, teimosia e atração por criar confusões atrapalham e muito as investidas. Ela então vê na Condessa, mãe de Lorde Westcliff, a oportunidade de finalmente ser amadrinhada, o problema é como convencer o homem que ela detesta e faz seu sangue ferver a ajudá-la?
"- Agora entendo a atração entre nós. Somos um perigo para qualquer pessoa, menos um para o outro. Como um par de porcos-espinhos mal-humorados."
O livro é composto por altas trapalhadas vivenciadas por Lillian e as Flores Secas. Uma das coisas que eu gostei muito foi poder conhecer Marcus melhor e me descobri encanta pelo homem sensível que habita por baixo da máscara de frieza e arrogância que ele faz questão de mostrar a todos.
Nesse livro também, vamos conhecer a mãe do conde, uma mulher ainda mais fria e horripilante do que qualquer outro vilão. A condessa, até tenta ajudar as irmãs mas logo percebe o crescente interesse de seu filho por Lillian e logo trata de armar um plano maléfico para separá-los. Poderia muito bem compará-la às madrastas que estamos acostumados a ler nos contos de fadas da Disney, só que com um toque a mais de crueldade.
Além dela também conheceremos Lorde St. Vincent, amigo de infância de Marcus e que precisa casar com uma jovem rica porque torrou toda a herança deixa por sua família e não quer abandonar a boa vida por nada. É justamente ele a quem a condessa recorre para "salvar" Westcliff.
A história mantém a pegada da amizade em alta, nesse caso além de vivenciarmos altas conversas das Flores Secas, vamos conhecer melhor a amizade de Simon Hunt e o Conde de Westcliff e o modo como Simon tenta ajudar o amigo. Acho incrível a autora destacar isso mais uma vez, não deixando a atenção total para o romance.
A história mantém a pegada da amizade em alta, nesse caso além de vivenciarmos altas conversas das Flores Secas, vamos conhecer melhor a amizade de Simon Hunt e o Conde de Westcliff e o modo como Simon tenta ajudar o amigo. Acho incrível a autora destacar isso mais uma vez, não deixando a atenção total para o romance.
"Lillian Bowman era uma jovem que ele nunca pensaria em cortejar. Não podia imaginá-la vivendo feliz dentro dos limites da aristocracia inglesa. A irreverência e a individualidade dela nunca lhe permitiriam uma existência tranquila no mundo dele. Além do mais, todos sabiam que, como suas irmãs haviam se casado com americanos, era imperativo que ele preservasse a linhagem distinta da família casando-se com uma inglesa."
Gostei muito de ver o amor desses dois florescer embora deva dizer que achei a leitura deste livro um pouco arrastada. Teve momentos em que tive a impressão de ter lido por horas e não ter mudado muito de páginas. Acho que me encantei tanto com a vida de Annabelle e de como a própria Lillian aparecia no primeiro livro que comecei o segundo com as expectativas lá no alto e acabei me frustrando um pouco com isso. Para terem ideia, nem no momento de reviravolta do livro eu me impressionei tanto e até me senti mal por isso, mas mesmo assim segui firme e fui até o final.
Preciso explicar que não foi por causa da criação dos personagens, não, nada disso. Foi a forma como a leitura ficou cansativa para mim. Talvez no momento eu não estava no clima para esse livro ou simplesmente me fixei tanto em Annabelle que não deixei Lillian me mostrar o que ela queria até certo ponto.
"- Ela é manipuladora.
- Você também é, querido.
Ele ignorou o comentário.
- Ela é dominadora.
- Como você.
- Ela é arrogante.
- Você também - disse Lívia alegre.
Marcus a olhou de cara feia.
- Achei que estivéssemos discutindo os defeitos de Srta. Bowman, não os meus."
O livro é um poço de emoções em que somos levados a pensar como Lillian pensa, com personagens muito bem construídos e personalidades sólidas. Uma história que nos faz ter vontade de vivê-la e experimentar tais sensações as quais são expostas a Lillian. Até a parte da vilania inglesa foi bem interessante.
A diagramação está ótima, quase não encontrei erros ortográficos e o trabalho que a editora desempenhou nessa edição ficou sensacional.
Por fim, mesmo tendo um pouco de problema com a leitura, acho que é uma história que merece sim ser lida, pois nos permite conhecer Lillian Bowman um pouco melhor e mostra que mesmo ela sendo tão nariz em pé ainda sim é uma mulher cheia de encantos.
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