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Senta que lá vem resenha: Livro O Duque e Eu + Projeto #LendoJQComaCami
terça-feira, abril 25, 2017
Livro: O Duque e Eu (Os Bridgertons #1)
Autrora: Júlia Quinn
Páginas: 288
Série: Sim
Editora: Arqueiro
Tema: Romance de Época
Simon é nosso herói imperfeito, vive as margens do passado e da raiva que nutre sobre o pai mesmo este já morto faz tempo. Tudo o que ele teve para se apoiar foi a raiva, de modo que conseguiu superar seus próprios obstáculos através dela. No entanto, em Daphne ele acaba descobrindo que é possível ter uma vida plena e feliz.
Tivemos a presença marcante de Anthony nesse livro, que mesmo sendo amigo de Simon levou como prioridade a felicidade da irmã. Anthony apesar do modo como se comportou também me arrancou suspiros ao longo da história assim como Colin e Benedict que são os irmãos que toda garota gostaria de ter.
Autrora: Júlia Quinn
Páginas: 288
Série: Sim
Editora: Arqueiro
Tema: Romance de Época
Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Simon nunca soube o que era ser amado ou ter uma família de verdade. O velho duque sempre quis um herdeiro para que desse continuidade ao seu ducado e a duquesa trabalhava incessantemente para gerar um filho e todas as vezes sem sucesso. Até que nasceu o pequeno Simon Basset, ocorrendo logo depois a morte da mãe. A verdade é que ele teve uma infância difícil é lidou de perto com a rejeição do pai, deixando marcas em sua alma até a idade adulta.
Daphne Brigderton sempre conheceu o lado bom do amor, cresceu em uma família amorosa e barulhenta, onde sempre foi tratada muito bem e com veneração. Tem irmãos maravilhosos e uma mãe para lá de engraçada, que além de tudo, também é sua grande amiga. Nunca conheceu de fato a rejeição.
"Até então, quatro homens haviam pedido sua mão, mas quando pensara em viver o resto de seus dias na companhia de qualquer um deles, Daphne simplesmente não conseguiu aceitar. Havia vários cavalheiros que ela acreditava que poderiam ser maridos razoáveis, mas o problema era que nenhum deles estava interessado nela. Ah, eles gostavam dela. Todo mundo gostava dela. todos a achavam divertida, gentil e bem-humorada. Nenhum deles a considerava feia, mas também não ficavam hipnotizados por sua beleza, sem fala diante de sua presença, nem inspirados a compor poemas em sua homenagem."
É nesse cenário que Simon e Daphne se encontram. Por um lado, o atual duque quer se ver livre das mães casamenteiras e mocinhas desesperadas por um cavalheiro, pois devido a mágoa que tem do pai, tomou a decisão de nunca formar uma família e vê em Daphne a oportunidade perfeita de mostrar a sociedade de que ele já está comprometido mesmo que de mentira, mas quem precisa saber desse pequeno detalhe?
O plano, que até então, beneficiaria mais Daphne do que o duque, pois uma moça cortejada por um duque atraia a atenção de todos os rapazes da alta sociedade, não foi bem visto por Anthony Bridgerton que passa a tratar o melhor amigo como um inimigo, sempre o fuzilando com o olhar e as vezes até partindo para agressão física e a partir daí já se pode imaginar a perfeita confusão que isso se tornou.
Júlia Quinn tem uma escrita leve e muito divertida. O livro contém muitos diálogos o que facilita a apreciação da leitura, mas, mais do que isso, os personagens mexem com o leitor de forma impressionante! Os cenários são perfeitamente descritos, nos dando a sensação de estarmos no local e os acontecimentos, nossa, eu não poderia dar mais gargalhadas com as trapalhadas! É completamente impossível não se apaixonar por toda a família.
Daphne sempre foi vista como amiga por muitos cavalheiros e somando esse fato aos irmãos super protetores fica fácil imaginar porque demorou para se casar. Apesar de ser encantadora, bem humorada e super divertida, temos uma mocinha com auto estima baixa e um forte sentimento de autodepreciação; enquanto que Simon é taciturno, turrão e completamente cego pela mágoa e raiva que sente pelo pai. Ele praticamente se dedicou pra ir contra o pai em todas as situações de sua vida, até mesmo depois do velho duque ter morrido. O casal não poderia ser mais improvável e isso foi o que eu achei mais legal da trama.
"Ali estava um homem, Daphne pensou com sarcasmo, que possivelmente poderia livrar para sempre os rapazes Bridgertons do assédio das moças risonhas. Por que isso a incomodava tanto, não sabia. Talvez porque tivesse consciência de que um homem como ele jamais se interessaria por uma mulher como ela."
Mesmo com os problemas pessoais, o duque se mostra muito solícito com a mocinha e é impossível não torcer por eles e suspirar em várias cenas (e até mesmo derramar algumas lágrimas de felicidade).
Mas o foco principal do livro, não é só o romance em si, pelo contrário, é mostrar como a família Bridgerton é divertida e muito calorosa, além de serem muito unidos também, o que me deixou com muita vontade de viver no meio deles, ou melhor, de ser um deles. Eu adoraria ter uma família tão grande assim! E as confusões e desventuras em que eles se metem não poderiam ser mais engraçadas. O livro todo é regado de muito bom humor e de boas doses de risos, o que facilita ainda mais o envolvimento na minha opinião.
Daphne é uma mocinha diferente, tem um senso de humor de dar inveja e é como se ela fosse a luz que faltava na vida obscura de Simon de modo que os dois se completam perfeitamente. Foi um casal que teve muita química e que não deixou a desejar em nada.
"E pensou... e se ela o beijasse? E se o levasse para o jardim, levantasse a cabeça e sentisse os lábios dele tocarem os seus? Será que ele perceberia quanto ela o amava? Quanto poderia vir a amá-la? Quanto ela poderia fazê-lo feliz?"
Simon é nosso herói imperfeito, vive as margens do passado e da raiva que nutre sobre o pai mesmo este já morto faz tempo. Tudo o que ele teve para se apoiar foi a raiva, de modo que conseguiu superar seus próprios obstáculos através dela. No entanto, em Daphne ele acaba descobrindo que é possível ter uma vida plena e feliz.
Tivemos a presença marcante de Anthony nesse livro, que mesmo sendo amigo de Simon levou como prioridade a felicidade da irmã. Anthony apesar do modo como se comportou também me arrancou suspiros ao longo da história assim como Colin e Benedict que são os irmãos que toda garota gostaria de ter.
Podemos dizer que Colin é o mais espirituoso dos irmãos e Anthony o mais responsável e sério, de maneira que Benedict é o meio termo. Mas mesmo sendo tão diferentes, os três são igualmente encantadores.
Além dos nossos protagonistas contamos também com a presença de Lady Whistledown, uma jornalista de fofocas sobre todos os membros da sociedade londrina. Seus comentários ácidos e espirituosos me divertiram muito.
"Simon pensou em ser sincero, em contar todos os motivos pelos quais jurara jamais se casar e perpetuar sua linhagem. Mas eles não entenderiam. Não os Bridgertons, para quem a família era algo bom e verdadeiro. Não sabiam nada a respeito de palavras cruéis e sonhos destruídos. Não conheciam a rejeição."
Não tenho nada do que reclamar desse livro, a ortografia está perfeita (acho que encontrei apenas dois erros, mas que não alterou em nada o compreendimento da história) e a capa como sempre sensacional, a editora fez um trabalho belíssimo!
Posso apenas dizer que foi um primeiro contato com a escrita da autora e que me deixou ávida pelos próximos livros, pois quero muito conhecer todos os outros membros da família e ver como a matriarca levará seus rebentos a loucura, ou se eles a levarão primeiro.
Eu reli esse livro com o único pretexto de poder escrever a resenha e também porque criei um projeto de ler todos os Bridgertons até o final do ano. Então para mim foi uma experiência sensacional e super divertida reviver esses momentos com Daphne e Simon, além do fato de ter ficado muito surpresa de ter me emocionado, rido e chorado justamente nas mesmas cenas. O livro me tocou de tal forma como se fosse a primeira vez que o lia. E para quem quiser fazer parte desse projeto é só me procurar para eu passar as instruções, não esqueça de usar nas redes a tag #LendoJQComaCami!
Eu reli esse livro com o único pretexto de poder escrever a resenha e também porque criei um projeto de ler todos os Bridgertons até o final do ano. Então para mim foi uma experiência sensacional e super divertida reviver esses momentos com Daphne e Simon, além do fato de ter ficado muito surpresa de ter me emocionado, rido e chorado justamente nas mesmas cenas. O livro me tocou de tal forma como se fosse a primeira vez que o lia. E para quem quiser fazer parte desse projeto é só me procurar para eu passar as instruções, não esqueça de usar nas redes a tag #LendoJQComaCami!
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